Saudade da Relva

vidabucólica

Palavras de Neruda, imagens cheias de saudade de deitar na relva fresca ao fim da tarde, olhando os desenhos que as chamas últimas do sol ocasiano lançam por sobre a terra, por sobre nossos sonhos de recomeços. Laura Stefânia Bernah, 05/06/2013.

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“Inclinado nas tardes lanço as minhas tristes redes aos teus olhos oceânicos.
Ali se estira e arde na mais alta fogueira a minha solidão que esbraceja como um náufrago.
Faço rubros sinais sobre os teus olhos ausentes que ondeiam como o mar à beira dum farol.
Somente guardas trevas, fêmea distante e minha, do teu olhar emerge às vezes o litoral do espanto.
Inclinado nas tardes deito as minhas tristes redes a esse mar que sacode os teus olhos oceânicos.
Os pássaros noturnos debicam as primeiras estrelas que cintilam como a minha alma quando te amo.
Galopa a noite na sua égua sombria derramando espigas azuis por sobre o campo.”

Pablo Neruda

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