Estado de Sítio

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Desejo a todos um estado de sítio nos próximos dias
com muito cheiro de jasmim no ar
ao som de passarinhos e cigarras no entardecer
e esquecer do que perdera,
e permitir das cinzas renascer!

Saudade da Relva

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Palavras de Neruda, imagens cheias de saudade de deitar na relva fresca ao fim da tarde, olhando os desenhos que as chamas últimas do sol ocasiano lançam por sobre a terra, por sobre nossos sonhos de recomeços. Laura Stefânia Bernah, 05/06/2013.

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“Inclinado nas tardes lanço as minhas tristes redes aos teus olhos oceânicos.
Ali se estira e arde na mais alta fogueira a minha solidão que esbraceja como um náufrago.
Faço rubros sinais sobre os teus olhos ausentes que ondeiam como o mar à beira dum farol.
Somente guardas trevas, fêmea distante e minha, do teu olhar emerge às vezes o litoral do espanto.
Inclinado nas tardes deito as minhas tristes redes a esse mar que sacode os teus olhos oceânicos.
Os pássaros noturnos debicam as primeiras estrelas que cintilam como a minha alma quando te amo.
Galopa a noite na sua égua sombria derramando espigas azuis por sobre o campo.”

Pablo Neruda

Coragem para mudar

Repostando a íntegra da matéria do Vista-se (http://vista-se.com.br/redesocial/) sobre um vídeo muito emocionante que tem circulado não apenas o Brasil mas todo o mundo, causando reflexão a respeito dos hábitos alimentares, de um ponto de vista inocente que uma criança tem. Todos nós fomos crianças um dia, e ainda carregamos essas qualidades maravilhosas em nosso interior. Vamos acordar e criar Coragem para mudar nossos hábitos, escolher o que entendemos melhor para nós e para todos ao redor, pensar por nós mesmos e não apenas obedecer às ordens do sistema a nós incutidas pelos meios de comunicação em massa! Vamos?

Brasileirinho de 3 anos se recusa a comer animais e vira fenômeno mundial

Posted: 04 Jun 2013 10:44 AM PDT

Que com as palavras inocentes de Luiz Antonio, os corações enrijecidos pelo tempo possam voltar a amar os animais

Como quase toda mãe nos dias de hoje, Flavia Cavalcanti, de Brasília, resolveu filmar a reação de seu filho a um prato que ele nunca havia experimentado. O pequeno Luiz Antonio, de apenas 3 aninhos, fez uma declaração tão convincente e pura sobre o por que não devemos comer os animais que pegou Flavia de surpresa. O vídeo termina com a mãe em lágrimas e a argumentação de Luiz aceita.

Com apenas 2 minutos e meio, o vídeo gravado precariamente com o celular e pouca luz está há apenas algumas semanas no ar e já rodou o mundo. Já traduzida em pelo menos 6 línguas, a argumentação de Luiz já ultrapassou 6 milhões de visualizações no Youtube e já rendeu citações em grandes sites como o “Não Salvo”, do Brasil e o “Ecorazzi”, dos Estados Unidos, além de uma matéria de uma página em um jornal impresso de Israel. O renomado jornal norte-americano “Huffington Post” destacou a história em seu site (veja aqui).

Luiz Antonio em um dos mais famosos programas dos EUA

Ellen DeGeneres, uma das mais influentes e queridas apresentadoras norte-americanas, elogiou Luiz Antonio e compartilhou o vídeo em sua página oficial do Facebook, que tem hoje mais de 10 milhões de seguidores (veja aqui). Ellen é vegana e considerou a declaração do pequeno brasileiro uma inspiração.

Na segunda-feira (03), uma matéria no programa “Balanço Geral”, da Rede Record, mostrou Luiz Antonio ao lado dos pais e comentou o caso. A equipe do programa escolheu um zoológico como cenário para a entrevista. Em alguns anos, certamente o Luiz vai argumentar muito bem sobre quão cruel é prender animais em um parque apenas para que humanos fiquem olhando.

A matéria mostra os pais orgulhosos e o garotinho feliz que traz a coerência sobre amar os animais e não comê-los de novo aos debates de família.

Matéria com Luiz Antonio na Record | Parte 1 | Site da Rede Record

Matéria com Luiz Antonio na Record | Parte 2 | Site da Rede Record

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Faça também o seu vídeo, contando o que você pensa sobre os animais e como eles devem ser tratados. Veja nosso exemplo:

Eduardo Galeano

eduardo-galeano.

Tive a grande sorte de conhecer o virginiano Eduardo Galeano.

Tudo bem, que foi virtualmente, no vídeo a seguir, mas deixou-me
extasiada com suas palavras e sua expressão como um todo.

É que aconteceu um crime hoje aqui perto da minha casa,
e eu fiquei pensando no resto do dia que tantas coisas ruins nos cercam,
e essas tragédias diariamente inundam nossas vidas, sem pedir licença,
através da TV, instaurando medo…

Bateu uma vontade de achar um lugar mais pacífico para morar…

Mas lembrei que mesmo nos lugares mais tranquilos, em meio à natureza,
tanta coisa ruim também acaba acontecendo…
Quem viu o filme A Vila vai entender o que estou falando.

Até quando nossa humanidade vai continuar destruidora?
Por que ainda somos assim?

Ficamos acuados, cada vez mais temerosos e limitados…
Se não vigiarmos, buscando nos melhorar
ao invés de focar nos problemas ao redor,
a tendência é piorar.

Então, A COISA MAIS PERIGOSA não são os fatos em si,
mas É O PRÓPRIO MEDO.

E você, meu caro visitante, sei que ao menos desconfia
a quem interessa que vivamos assim.
Escapemos dessa arapuca, pelo esclarecimento, pela intuição,
pela religação com a Natureza de dentro e de fora de nós.

Galeano cruzou meu caminho virtual, desbancou esse mal-estar
e trouxe de volta poesia ao meu dia.

Inundem-se positivamente com essa obra audiovisual.

Gracias pela VIDA e por sua visita!

Trecho transcrevido:

“Mas, bom, este mundo está armado assim.
É um tecido de encontros e desencontros,
de perdas e de ganhos.
 
E o melhor dos meus dias é o que ainda não vivi.
E a cada perda corresponde um encontro que ainda não tive.
E por sorte a realidade é generosa e não falha nisso.

Na verdade eu escrevo para celebrá-la.

 
E celebrando denuncio tudo que impede
que a gente reconheça nos outros
e em nós mesmos as múltiplas cores do arco-íris terrestre.

Somos muitíssimos mais
do que nos dizem
que somos.”

 
Eduardo Galeano (Programa Sangue Latino, do Canal Brasil, gravado
em 2009. O jornalista e escrito uruguaio, autor de As Veias Abertas da
América Latina fala sobre a cidade de Montevidéu, onde vive e também
sobre a morte de seu cachorro. Direção de Felipe Nepumuceno.)
 
 
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WIKIPEDIA

“Eduardo Hughes Galeano (Montevidéu, 3 de setembro de 1940) é um jornalista e escritor uruguaio. É autor de mais de quarenta livros, que já foram traduzidos em diversos idiomas. Suas obras transcendem gêneros ortodoxos, combinando ficção, jornalismo, análise política e História.” http://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Galeano

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((((((2013))))))

Um ótimo artigo escrito por Fabian Laszlo sobre o ano de 2013 vc encontrará no

http://www.laszlo.ind.br/2013.pdf

2013

O Ano da Sabedoria

Regido pelo Velho e pela Serpente

O ano de 2013 é um ano de escolhas que determinarão o nosso futuro. De passos que devem ser dados com maturidade, lentamente (quase rastejando como uma serpente), mas sem medo. Tentar simplesmente se assegurar no que já existe não vai funcionar. É preciso encarar a necessidade de mudanças internas e emocionais. É o ano do “nós”(até por ser um ano 6 na numerologia), do que compartilhamos profundamente com as pessoas, sejam sentimentos, talentos, recursos, energia.

Todas as atitudes a serem tomadas exigirão reflexão, o principal aprendizado deste ano. Se deverá agir sempre refletindo antes com a sabedoria interior.

Este é o ano regido por saturno (Cronos), o velho, mestre do tempo, da experiência e da maturidade, e que vem pedindo de nós a consciência de que toda ação gera uma reação. Sua regência iniciará em março, já com sua entrada em escorpião.

Ele estará em Escorpião, exigindo de nós responsabilidade nas ações, forçando-nos a enxergar nosso lado “sombra”, trazendo à tona nossos aspectos reprimidos e inconscientes que deverão ser revistos sob a luz da consciência.

De forma muito interessante, no horóscopo chinês este ano será regido pela Serpente (início no dia 10 de fevereiro de 2013 e término no dia 30 de janeiro de 2014).

A Serpente é considerada enigmática e, sob sua influência o novo ano será propício para buscar o equilíbrio entre a razão e a emoção, além de ser uma fase favorável para cultivar a reflexão e a observação cuidadosa, algo que Saturno também traz.

Será preciso ter metas definidas e agir com praticidade, mas de maneira planejada. Se as pessoas mantiverem o foco em seus objetivos e traçarem estratégias de ação, será mais fácil lidar com os imprevistos e surpresas de última hora que poderão surgir nesta fase.

Aqueles que souberem usar a sabedoria da Serpente poderão desenvolver um lado intuitivo e ficar mais confiantes. O novo ano também trará a possibilidade de alcançar o reconhecimento dos esforços, além de favorecer a pesquisa científica, o comércio, as finanças e as atividades relacionadas a arte, beleza, pensamento filosófico, religião e assuntos místicos.

Continua em… http://www.laszlo.ind.br/2013.pdf

Excertos de um Maio

Uma coletânia de mim para degustação dos presentes… VOCÊS que são os próprios presentes cuja existência a vida me tem permitido desfrutar nesse nosso planetinha conturbado e delicioso em que vivemos, e no qual mais fortes somos a cada superação.

Fica a lição da água, com sua leveza e persistência para o alcance dos propósitos, e também a lição do bambuzal, que com sua flexibilidade e união suportam os mais fortes ventos!

Amo vcs!

 

“Lua quase fresca,
Ardilosa de encantos,
Num maio baiano,
Alta, cheia de si…

Vontade insana provoca,
Faminta de pudores,
Desavergonhada do saber alheio,
Clama devaneios ferormonais…

Repentes aromas e olhares
De novas possibilidades travessas,
Fortuberantes complementos
recíprocos surgem.

Transtorna o mar,
Que, em línguas ondulares,
Mistura seu próprio sabor
Ao dos mergulhadores

Dessa vida infortunicamente bela
Deixando ir embora águas passadas,
E trazendo delícias em forma
de gente que sabe viver!”

Laura Bernardes, 5 de maio 2012.

“Do canto da cozinha, ecoa o canto matinal do frágil passarinho
que chama os homens à liberdade leve das labaredas
que consomem a si próprias entregando-se
em forma de luz e calor, de vida
breve, valiosa e passageira…”

Laura Bernardes, 2 de maio de 2012.

“Acreditar no que me faz sentir bem é o meu caminho.
São minhas verdades: o momento presente e a reciprocidade
das nossas existências como construção da realidade
que projetamos em nossos sonhos!”

Laura Bernardes, 3 de maio de 2012.

“Hoje, alguém me contou sua experiência como estagiária
de fisioterapia no Hospital do Câncer, sobre o valor do momento
presente para aqueles que estão nos seus últimos momentos
e do sentimento da efemeridade desta vida, saber dar mais
importância para o que realmente merece nossa dedicação,
às vezes deixando de lado algumas mazelas formais pelo
supremo valor do que é essencial…”

Laura Bernardes, 22 de Maio de 2012.

“Estamos construindo um novo mundo a partir de nós mesmos.
A verdade, e tudo mais, é relativa, segundo o que provou Einstein
e nossa própria experiência comprovará se estivermos abertos
para ver além das matrizes que nos impõem, todos os dias, os canais
de TV e os grandes líderes religiosos desta burra terra ocidental.
Não é o caso do guerreiro que lidera seus semelhantes mostrando o
potencial existente na reunião de suas forças, de seus discernimentos
e dos ideais compartilhados.”

Laura Bernardes, 21 de Maio de 2012.

“Às vezes, tudo o que quero é dar um salto no tempo.
Porque a espera é uma coisa dolorida igual a pedra no sapato.
Andar com ela faz doer mas, para tirá-la, terei de sentar um pouquinho.

O que me salva quase sempre é o papel.
Meio que um cobertor quentinho para os sentimentos desolados.
A caneta é a chave que abre o esconderijo das ideias, e ali elas podem
brincar sem ser vistas até se organizarem numa peça aprazível.

Salto, alcanço uma nuvem mais alta,
salto de novo e me lanço no abismo extasiante.
O salto tem a velocidade do pensamento.
Leva ao imediato almejado.
Tira meus pés do chão e me permite abraçar o sonho.
Salto quântico.”

Laura Bernardes, 17 de maio de 2012.

“Que dia lindo! Vejo em parte o brilho persistente do Sol
detrás da gigantesca nuvem que tenta em vão sobrepor-se.
Nuvem que não tardará a derreter-se em gotículas sobre a terra,
libertando a visão plena do Astro-Rei.

BOM DIA A TODOS QUE CONSEGUEM VER ALÉM DOS PRIMEIROS PLANOS!”

Laura Bernardes, 11 de maio de 2012.

“O quanto vemos é o quanto somos.
Possuidores de uma força tão sutil como a sulcante fluidez da água,
que se esquiva, penetra ou dissolve as surpreendentes barreiras do caminho.

Tão mais densa e saborosa quanto mais profunda.”

Laura Bernardes, 6 de maio de 2012.

“Ola, jóia rara do meu viver!
Grata por me deixar colecionar sua preciosidade
e iluminar os rasos espelhos ao redor,
pois assim aprofundas os horizontes além do visível.

Conhece mais o teu valor e deixa a palha se esvair
no fogo e no vento das novas eras que se abrem pra ti,
guerreiro poderoso!

Estou aqui o quanto a matéria durar, depois serei aquela estrela
que vês da tua janela pra te lembrares de tudo quanto somos.”

Laura Bernardes, 7 de maio de 2012.

“Parto da felicidade e não em busca dela
Satisfeita já estou neste momento por própria decisão
e apesar de qualquer item de luxo que me falte.

O essencial para viver garimpei por longos anos
em minha lente de enxergar o mundo
e hoje não mais tenho receio da imperfeição
ou maldade principalmente porque percebo
o quanto são presentes em mim.”

Laura Bernardes, 5 de maio de 2012.

“Gratidão fortalece.
Não é na luta que conhecemos melhor nossos companheiros?
Ergamos os olhos e vejamos além dos fatos banais.
Dessa forma, tudo é oportunidade e não fim.

Até a própria noção de honra pode mudar e nos libertar
do jugo ao qual nos prendemos quando éramos mais fracos que hoje.”

Laura Bernardes, 4 de maio de 2012.

“Novas formas do viver pra quem pode um novo ser.”

Laura Bernardes, 8 de maio de 2012.

Cada dia, novas escolhas

Cada um tome o seu remédio para ficar sociável ou solitário.
Não reclame do remédio que o outro prefere.

Assim também, mais que a fé,
as suas práticas diárias é que lhe salvam.

Não seria uma fuga da realidade a religião?

Menosprezar o mundo material,
como se o produto da criação
fosse profano

E viver somente em função
Das possibilidades dos reinos
Do invísível ou do pós-morte…

Seríamos excremento da divindade
Ao invés de seu próprio SER?

Afinal, procura-se salvação de quê mesmo?

Identidade

O melhor remédio pra essa dor é escrever… ou cantar!

Esmigalhar com as lâminas das palavras a dor de ter nascido sensível,
e de não encontrar sentido em tantas coisas para as quais inventamos deus.

Estar rodeado de sincronicidade e mesmo assim carregar um certo descontentamento
por saber-se sozinho na função de criador das próprias soluções.

Um privilégio e um desafio simultaneamente.
Não há fórmulas prontas para o viver…

(Ouvindo Strawberry fields forever, The Beatles.)

Para onde?

No meio um dezembro, pleno horário de verão, é de manhã, o despertador toca. Preocupado em cumprir da melhor forma sua jornada diária, pessoal e laboral, levanta seu corpo da cama num salto e sem sequer espiar os primeiros raios do sol, engole um copo de café pra despertar os neurônios, passa uma água da cabeça aos pés para descarregar o ranço da madrugada e finalmente faz a caminhada matinal (até o carro).

Suficientemente absorvido pelo conturbado trânsito de automóveis, pessoas e animais que circulam quase sempre desorganizadamente, consegue ainda simultaneamente preocupar-se com a conta que vence hoje e o correio ainda não entregou. Tudo o que você quer é chegar em segurança e pontualmente em seu escritório.

Mas o congestionamento em que se meteu, sem ter maneira de sair, chega aos seus pensamentos, que se travam ao som purulento dos motores que fumegam sem parar por onde passam. Com o seu carro parado, seus olhos agora podem passear na paisagem e encontrar restos de vida à margem das pistas, nos leitos dos rios poluídos contaminando não apenas a paisagem ao seu redor mas seus pensamentos, que borbulham insatisfação com essa rotina avassaladora.

A busca pela segurança lhe custa uma fatia considerável do seu orçamento, a pretensa comodidade revela-se transtornadora, pois trabalha para ter tranquilidade mas contudo acaba envolvido em mais problemas ao invés de conseguir simplificar a vida. O rapaz na sinaleira lhe aborda querendo trocados, desesperado por não estar em seu lugar e ter que lhe pedir algo para comprar comida ou sabe-se-lá o quê. Sua respiração, ofegante, nem mesmo permite um fornecimento eficiente de oxigênio para o seu cérebro e seu nível de estresse vai subindo até o nebuloso céu.

Aonde isso tudo vai parar?

De repente, um raio luminoso atravessa o pára-brisa do seu carro e lhe cega por alguns instantes, parecendo arrancar-lhe daquele lugar para outro totalmente brilhante e agradável. Ao retornar para o mesmo lugar que estava antes de ser acometido pela luz, percebe na mesma paisagem inúmeras árvores frutíferas, flores belíssimas colorindo a paisagem urbana, como musas naturais persistentes ao inóspito ambiente em que se encontram. Elas sempre estiveram ali, mas seus olhos nunca as contemplavam como desta vez. Nas pessoas, consegue ver muito mais atitudes gentis do que antes e o céu, esplendorosamente azul, traz consigo aves longínquas, sobreviventes de todo tipo de clima pelos quais já passaram, desfrutando da liberdade deliciosa de entregar-se ao vento, confiando que estarão sempre bem de alguma forma, não importando o que lhes aconteça.

Então se dá conta de que pode guiar-se de volta à natureza, e encontrar a paz nas coisas simples, renovando seu modo de ver e sentir o universo do qual é o co-criador. Onde quer que esteja, carrega a fórmula do equilíbrio dentro de si e tem o poder de renovar-se a cada instante.

Laura Bernardes 14/dez/2012

Sinergia e Sincronicidade

 
“Não posso provar a você que Deus existe,
mas meu trabalho provou empiricamente
que o “padrão de Deus” existe em cada homem,
e que esse padrão (pattern) é a maior energia
transformadora de que a vida é capaz de dispor
ao indivíduo. Encontre esse padrão em você
mesmo e a vida será transformada.”
(C.G. Jung)
 

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Fórmulas de Sinergia
Sintonia fina dos seres
Cooperação pelo objetivo comum
Cada vez mais despertos

Afinal, se somos um organismo então a soma de nossas diversas virtudes e esforços retornam em benefício para toda a coletividade.

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Jung e a Sincronicidade

“Nós, seres humanos – ensina ele – temos um papel especial a desempenhar no universo. O nosso inconsciente é capaz de refletir o Cosmos e de introduzi-lo no espelho da consciência. Cada pessoa pode testemunhar o Criador e as obras Criativas desde dentro, prestando atenção à imagem e à sincronicidade. Pois o arquétipo não é só o modelo da psique, mas também reflete a real estrutura básica do universo. “Como em cima, assim em baixo” falou o Mestre Hermes Trismegisto. “Como dentro, assim fora” responde o moderno explorador da alma, Carl Gustav Jung. (Extraído e adaptado do livro Jung, o mapa da alma, de Murray Stein. Do site: http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=3425

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“Não me importa saber como você ganha a vida.

Quero saber o que mais deseja e se ousa sonhar em satisfazer seus anseios do seu coração.

Não me interessa saber sua idade.
Quero saber se você correria o risco de parecer tolo por amor, pelo seu sonho, pela aventura de estar vivo.

Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com sua lua.
O que eu quero saber é se você já foi até o fundo de sua própria tristeza, se as traições da vida o enriqueceram ou se você se retraiu e se fechou, com medo de mais dor.

Quero saber se você consegue conviver com a dor, a minha ou a sua, sem tentar escondê-la, disfarçá-la ou remediá-la.

Quero saber se você é capaz de conviver com a alegria, a minha ou a sua, de dançar com total abandono e deixar o êxtase penetrar até a ponta dos seus dedos, sem nos advertir que sejamos cuidadosos, que sejamos realistas, que nos lembremos das limitações da condição humana.

Não me interessa se a história que você me conta é verdadeira.

Quero saber se é capaz de desapontar o outro para se manter fiel a si mesmo.
Se é capaz de suportar uma acusação de traição e não trair sua própria alma, ou ser infiel e, mesmo assim, ser digno de confiança.

Quero saber se você é capaz de enxergar a beleza no dia-a-dia, ainda que ela não seja bonita, e fazer dela a fonte da sua vida.

Quero saber se você consegue viver com o fracasso, o seu e o meu, e ainda assim pôr-se de pé na beira do lago e gritar para o reflexo prateado da lua cheia: “Sim!”

Não me interessa saber onde você mora ou quanto dinheiro tem. Quero saber se, após uma noite de tristeza e desespero, exausto e ferido até os ossos, é capaz de fazer o que precisa ser feito para alimentar seus filhos.

Não me interessa quem você conhece ou como chegou até aqui.
Quero saber se vai permanecer no centro do fogo comigo sem recuar.
Não me interessa onde, o que ou com quem estudou.

Quero saber o que o sustenta, no seu íntimo, quando tudo mais desmorona.

Quero saber se é capaz de ficar só consigo mesmo e se nos momentos vazios realmente gosta da sua companhia.”

(Oriah Mountain Dreamer)

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