Escavações de palavras

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Tão breve é a vida, e mais ainda um momento.

Fogem-me as palavras, tão forte o sentimento

Que me arrebata, alucina, faz vibrar internamente

Por ver-lhe ir e em sonhos distantes lhe possuir.

Talvez jamais palavra irei portar que desejasse

Aos seus ouvidos, e à sua mão me entregasse

Pudera eu cheirar o seu cangote e então vivesse

Fulgaz e eterno, lânguido prazer em existir.

Laura Stefânia Bernah, 14/06/2013

Eduardo Galeano

eduardo-galeano.

Tive a grande sorte de conhecer o virginiano Eduardo Galeano.

Tudo bem, que foi virtualmente, no vídeo a seguir, mas deixou-me
extasiada com suas palavras e sua expressão como um todo.

É que aconteceu um crime hoje aqui perto da minha casa,
e eu fiquei pensando no resto do dia que tantas coisas ruins nos cercam,
e essas tragédias diariamente inundam nossas vidas, sem pedir licença,
através da TV, instaurando medo…

Bateu uma vontade de achar um lugar mais pacífico para morar…

Mas lembrei que mesmo nos lugares mais tranquilos, em meio à natureza,
tanta coisa ruim também acaba acontecendo…
Quem viu o filme A Vila vai entender o que estou falando.

Até quando nossa humanidade vai continuar destruidora?
Por que ainda somos assim?

Ficamos acuados, cada vez mais temerosos e limitados…
Se não vigiarmos, buscando nos melhorar
ao invés de focar nos problemas ao redor,
a tendência é piorar.

Então, A COISA MAIS PERIGOSA não são os fatos em si,
mas É O PRÓPRIO MEDO.

E você, meu caro visitante, sei que ao menos desconfia
a quem interessa que vivamos assim.
Escapemos dessa arapuca, pelo esclarecimento, pela intuição,
pela religação com a Natureza de dentro e de fora de nós.

Galeano cruzou meu caminho virtual, desbancou esse mal-estar
e trouxe de volta poesia ao meu dia.

Inundem-se positivamente com essa obra audiovisual.

Gracias pela VIDA e por sua visita!

Trecho transcrevido:

“Mas, bom, este mundo está armado assim.
É um tecido de encontros e desencontros,
de perdas e de ganhos.
 
E o melhor dos meus dias é o que ainda não vivi.
E a cada perda corresponde um encontro que ainda não tive.
E por sorte a realidade é generosa e não falha nisso.

Na verdade eu escrevo para celebrá-la.

 
E celebrando denuncio tudo que impede
que a gente reconheça nos outros
e em nós mesmos as múltiplas cores do arco-íris terrestre.

Somos muitíssimos mais
do que nos dizem
que somos.”

 
Eduardo Galeano (Programa Sangue Latino, do Canal Brasil, gravado
em 2009. O jornalista e escrito uruguaio, autor de As Veias Abertas da
América Latina fala sobre a cidade de Montevidéu, onde vive e também
sobre a morte de seu cachorro. Direção de Felipe Nepumuceno.)
 
 
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WIKIPEDIA

“Eduardo Hughes Galeano (Montevidéu, 3 de setembro de 1940) é um jornalista e escritor uruguaio. É autor de mais de quarenta livros, que já foram traduzidos em diversos idiomas. Suas obras transcendem gêneros ortodoxos, combinando ficção, jornalismo, análise política e História.” http://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Galeano

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ITA ICA ADO IDO

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TÁCITA, ESPÁSTICA, ELÁSTICA
DRAMÁTICA, DOGMÁTICA, ANACRÔNICA
CÔMICA, HIDROPÔNICA, FILARMÔNICA
FRÍGIDA, CARÓTICA, HERMÉTICA
ESQUÁLIDA, CIBERNÉTICA, ANTIÉTICA
SUÁSTICA, SOCRÁTICA, SOCRÁTICA

EMPÍRICA, VAMPÍRICA, ONÍRICA,
PSICODÉLICA, BÉLICA, GÉLIDA
FUNÉREA, VENÉREA, MISÉRIA

PLUVIAL, SINOVIAL, SENSORIAL
MARITMO, SEM RITMO, MEU ISTMO
SUBMERSO, SEM VERSO, CONTRA-SENSO

NO FUNDO, SEM MUNDO, IMUNDO
MISTURADO, MENSTRUADO, ALUADO
SATURNADO, EMBEBIDO, DEFUMADO

ARVORESCIDO, ENSIMESMADO
REDESTRUÍDO, DESTITUÍDO, CONDOÍDO

FINADO

Fome de Q

Fome de Facebook
De compartilhar
De curtir
De comentar
De consumir, em permuta, ideias

Expor em fotos, textos próprios, ou emprestados
Sua imagem virtualmente construída
Perfil-Mural para bisbilhotagem e participação controlada
Queridas notificações
Solicitações de amizade
Cutucadas e paixões incubadas

Protestos, discussões em torno de todos os temas imagináveis
Eventos dos mais impossíveis
Reencontro de pessoas inacreditavelmente diferentes
Ou não?

Cachoeira Saturnina 18/01/2012
Agradecimentos ao blog Folha Sofia, de onde capturei a imagem e adorei a postagem também: http://folhasofia.blogspot.com/2011/02/sobre-os-nosssos-poetas.html
 
“A FOME TEM UMA SAÚDE DE FERRO…” NAÇÃO ZUMBI
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Incoerências

Poesio o sangue intenso
Da excitação
Do limite

Atraio e me traio
Arrependo-me
E reincido

Tanto cuidado para formar e manter
Num instante destruo
Deleto o predileto

Esvai sua presença
Agarro-me à lembrança

Escorrega sua alma da minha
Depois de tanto se beijarem…

LaUrA stefânia, textos recuperados

Anestesia para a saudade [em rimas pobres, porém sinceras]

Saudade da família que deixei distante para viver aqui na Bahia… Vou tomar de novo aquela superdose da anestesia
que me ajuda a suportar a falta que me faz sua companhia até poder de novo voltar pro seu aconchego que agora habita minha fantasia…

Vênus em Conjunção com a Lua

Olhos tão próximos…

Tudo o mais encaixado.

Desfoca-se a realidade

Enquanto imagem,

Traduz-se então em sabores,

tremores, suores…

“Pra quem vale mais um gosto

do que cem-mil-réis”.

Sem vergonha do que se é,

Consultados apenas os próprios demônios.

Amarrados somente à brisa

Eclipsar à beira das marés

Ladrões de delícias alheias

Emprestadas reciprocamente

Sem preço, sem prazo,

Indiscreto, indescritível,

Navegante ocasiano

de reescrita inacabada…

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