Eduardo Galeano

eduardo-galeano.

Tive a grande sorte de conhecer o virginiano Eduardo Galeano.

Tudo bem, que foi virtualmente, no vídeo a seguir, mas deixou-me
extasiada com suas palavras e sua expressão como um todo.

É que aconteceu um crime hoje aqui perto da minha casa,
e eu fiquei pensando no resto do dia que tantas coisas ruins nos cercam,
e essas tragédias diariamente inundam nossas vidas, sem pedir licença,
através da TV, instaurando medo…

Bateu uma vontade de achar um lugar mais pacífico para morar…

Mas lembrei que mesmo nos lugares mais tranquilos, em meio à natureza,
tanta coisa ruim também acaba acontecendo…
Quem viu o filme A Vila vai entender o que estou falando.

Até quando nossa humanidade vai continuar destruidora?
Por que ainda somos assim?

Ficamos acuados, cada vez mais temerosos e limitados…
Se não vigiarmos, buscando nos melhorar
ao invés de focar nos problemas ao redor,
a tendência é piorar.

Então, A COISA MAIS PERIGOSA não são os fatos em si,
mas É O PRÓPRIO MEDO.

E você, meu caro visitante, sei que ao menos desconfia
a quem interessa que vivamos assim.
Escapemos dessa arapuca, pelo esclarecimento, pela intuição,
pela religação com a Natureza de dentro e de fora de nós.

Galeano cruzou meu caminho virtual, desbancou esse mal-estar
e trouxe de volta poesia ao meu dia.

Inundem-se positivamente com essa obra audiovisual.

Gracias pela VIDA e por sua visita!

Trecho transcrevido:

“Mas, bom, este mundo está armado assim.
É um tecido de encontros e desencontros,
de perdas e de ganhos.
 
E o melhor dos meus dias é o que ainda não vivi.
E a cada perda corresponde um encontro que ainda não tive.
E por sorte a realidade é generosa e não falha nisso.

Na verdade eu escrevo para celebrá-la.

 
E celebrando denuncio tudo que impede
que a gente reconheça nos outros
e em nós mesmos as múltiplas cores do arco-íris terrestre.

Somos muitíssimos mais
do que nos dizem
que somos.”

 
Eduardo Galeano (Programa Sangue Latino, do Canal Brasil, gravado
em 2009. O jornalista e escrito uruguaio, autor de As Veias Abertas da
América Latina fala sobre a cidade de Montevidéu, onde vive e também
sobre a morte de seu cachorro. Direção de Felipe Nepumuceno.)
 
 
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
 
WIKIPEDIA

“Eduardo Hughes Galeano (Montevidéu, 3 de setembro de 1940) é um jornalista e escritor uruguaio. É autor de mais de quarenta livros, que já foram traduzidos em diversos idiomas. Suas obras transcendem gêneros ortodoxos, combinando ficção, jornalismo, análise política e História.” http://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Galeano

-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

ITA ICA ADO IDO

582213_288338821273366_1304965568_n

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TÁCITA, ESPÁSTICA, ELÁSTICA
DRAMÁTICA, DOGMÁTICA, ANACRÔNICA
CÔMICA, HIDROPÔNICA, FILARMÔNICA
FRÍGIDA, CARÓTICA, HERMÉTICA
ESQUÁLIDA, CIBERNÉTICA, ANTIÉTICA
SUÁSTICA, SOCRÁTICA, SOCRÁTICA

EMPÍRICA, VAMPÍRICA, ONÍRICA,
PSICODÉLICA, BÉLICA, GÉLIDA
FUNÉREA, VENÉREA, MISÉRIA

PLUVIAL, SINOVIAL, SENSORIAL
MARITMO, SEM RITMO, MEU ISTMO
SUBMERSO, SEM VERSO, CONTRA-SENSO

NO FUNDO, SEM MUNDO, IMUNDO
MISTURADO, MENSTRUADO, ALUADO
SATURNADO, EMBEBIDO, DEFUMADO

ARVORESCIDO, ENSIMESMADO
REDESTRUÍDO, DESTITUÍDO, CONDOÍDO

FINADO

Expansão

O Universo silencia
Num PULSAR infinito de prazer

Um segundo se eterniza indefinido
Mal cabe nas palavras que me trazem

Despida de quaisquer trajes,
Sou frase, enigma, ESFINGE,

Raio de LUAR compenetrado em pirâmide
A acordar, nas catacumbas, o MEU Faraó

Que dirá o seu olhar TRIangular
Conectado ao meu invertido?

Ah! Se embalsamaram-nos em MEL
Vulcanizaram-nos até que ficássemos ao léu

Reciprocamente chupados como suculentas frutas
Antropozoomórficos DIVINAIS

Anuviadas bússolas lacrimais
Chamam-nos seus futuros ancestrais

Áspides, Dragões,
Leoas SATURNAIS

Não lhes quero, príncipes que viram sapos
Cupidos demoníacos

Ladrões de tempo precioso
Serpentinas Tempestades

Sou Nefertiti, mais que Rainha
Sua Deusa ansiada

Minha língua, labareda, declina a palha
Minha seiva jorra leito abaixo

Inunda seu mundo

LauraSSB 29-01-2013

Excertos de um Maio

Uma coletânia de mim para degustação dos presentes… VOCÊS que são os próprios presentes cuja existência a vida me tem permitido desfrutar nesse nosso planetinha conturbado e delicioso em que vivemos, e no qual mais fortes somos a cada superação.

Fica a lição da água, com sua leveza e persistência para o alcance dos propósitos, e também a lição do bambuzal, que com sua flexibilidade e união suportam os mais fortes ventos!

Amo vcs!

 

“Lua quase fresca,
Ardilosa de encantos,
Num maio baiano,
Alta, cheia de si…

Vontade insana provoca,
Faminta de pudores,
Desavergonhada do saber alheio,
Clama devaneios ferormonais…

Repentes aromas e olhares
De novas possibilidades travessas,
Fortuberantes complementos
recíprocos surgem.

Transtorna o mar,
Que, em línguas ondulares,
Mistura seu próprio sabor
Ao dos mergulhadores

Dessa vida infortunicamente bela
Deixando ir embora águas passadas,
E trazendo delícias em forma
de gente que sabe viver!”

Laura Bernardes, 5 de maio 2012.

“Do canto da cozinha, ecoa o canto matinal do frágil passarinho
que chama os homens à liberdade leve das labaredas
que consomem a si próprias entregando-se
em forma de luz e calor, de vida
breve, valiosa e passageira…”

Laura Bernardes, 2 de maio de 2012.

“Acreditar no que me faz sentir bem é o meu caminho.
São minhas verdades: o momento presente e a reciprocidade
das nossas existências como construção da realidade
que projetamos em nossos sonhos!”

Laura Bernardes, 3 de maio de 2012.

“Hoje, alguém me contou sua experiência como estagiária
de fisioterapia no Hospital do Câncer, sobre o valor do momento
presente para aqueles que estão nos seus últimos momentos
e do sentimento da efemeridade desta vida, saber dar mais
importância para o que realmente merece nossa dedicação,
às vezes deixando de lado algumas mazelas formais pelo
supremo valor do que é essencial…”

Laura Bernardes, 22 de Maio de 2012.

“Estamos construindo um novo mundo a partir de nós mesmos.
A verdade, e tudo mais, é relativa, segundo o que provou Einstein
e nossa própria experiência comprovará se estivermos abertos
para ver além das matrizes que nos impõem, todos os dias, os canais
de TV e os grandes líderes religiosos desta burra terra ocidental.
Não é o caso do guerreiro que lidera seus semelhantes mostrando o
potencial existente na reunião de suas forças, de seus discernimentos
e dos ideais compartilhados.”

Laura Bernardes, 21 de Maio de 2012.

“Às vezes, tudo o que quero é dar um salto no tempo.
Porque a espera é uma coisa dolorida igual a pedra no sapato.
Andar com ela faz doer mas, para tirá-la, terei de sentar um pouquinho.

O que me salva quase sempre é o papel.
Meio que um cobertor quentinho para os sentimentos desolados.
A caneta é a chave que abre o esconderijo das ideias, e ali elas podem
brincar sem ser vistas até se organizarem numa peça aprazível.

Salto, alcanço uma nuvem mais alta,
salto de novo e me lanço no abismo extasiante.
O salto tem a velocidade do pensamento.
Leva ao imediato almejado.
Tira meus pés do chão e me permite abraçar o sonho.
Salto quântico.”

Laura Bernardes, 17 de maio de 2012.

“Que dia lindo! Vejo em parte o brilho persistente do Sol
detrás da gigantesca nuvem que tenta em vão sobrepor-se.
Nuvem que não tardará a derreter-se em gotículas sobre a terra,
libertando a visão plena do Astro-Rei.

BOM DIA A TODOS QUE CONSEGUEM VER ALÉM DOS PRIMEIROS PLANOS!”

Laura Bernardes, 11 de maio de 2012.

“O quanto vemos é o quanto somos.
Possuidores de uma força tão sutil como a sulcante fluidez da água,
que se esquiva, penetra ou dissolve as surpreendentes barreiras do caminho.

Tão mais densa e saborosa quanto mais profunda.”

Laura Bernardes, 6 de maio de 2012.

“Ola, jóia rara do meu viver!
Grata por me deixar colecionar sua preciosidade
e iluminar os rasos espelhos ao redor,
pois assim aprofundas os horizontes além do visível.

Conhece mais o teu valor e deixa a palha se esvair
no fogo e no vento das novas eras que se abrem pra ti,
guerreiro poderoso!

Estou aqui o quanto a matéria durar, depois serei aquela estrela
que vês da tua janela pra te lembrares de tudo quanto somos.”

Laura Bernardes, 7 de maio de 2012.

“Parto da felicidade e não em busca dela
Satisfeita já estou neste momento por própria decisão
e apesar de qualquer item de luxo que me falte.

O essencial para viver garimpei por longos anos
em minha lente de enxergar o mundo
e hoje não mais tenho receio da imperfeição
ou maldade principalmente porque percebo
o quanto são presentes em mim.”

Laura Bernardes, 5 de maio de 2012.

“Gratidão fortalece.
Não é na luta que conhecemos melhor nossos companheiros?
Ergamos os olhos e vejamos além dos fatos banais.
Dessa forma, tudo é oportunidade e não fim.

Até a própria noção de honra pode mudar e nos libertar
do jugo ao qual nos prendemos quando éramos mais fracos que hoje.”

Laura Bernardes, 4 de maio de 2012.

“Novas formas do viver pra quem pode um novo ser.”

Laura Bernardes, 8 de maio de 2012.

Incoerências

Poesio o sangue intenso
Da excitação
Do limite

Atraio e me traio
Arrependo-me
E reincido

Tanto cuidado para formar e manter
Num instante destruo
Deleto o predileto

Esvai sua presença
Agarro-me à lembrança

Escorrega sua alma da minha
Depois de tanto se beijarem…

LaUrA stefânia, textos recuperados

Cenas e Sabores

Não preciso de nome
Chama-me Flor, Florzinha,
Só preciso de COR (todas)
Sem número de horas,
Sem hora pra acabar
De despetalar os acessórios que uso,
as roupas que restam ao conforto
dos que olham sem ver a essência.

Dá-me o seu frenesi
“O melhor lugar do mundo é aqui”
Nada vale mais do que assumir-se por inteiro
O SER formado pelo conjunto
das qualidades admiráveis e
também das assustadoras.
Único na loucura do que quiser,
“pro que der e vier”.

Esquece sua própria censura,
Nada importa mais do que o seu julgamento
a cada momento que se desdobra,
a cada horizonte que se vislumbra.

O que entendemos sobre o que nos cerca
é sempre tão limitado quanto nós mesmos
Porque somos feitos de experiências…
E quanta força há esquecida na Sombra…

De que mais precisamos
além de impossíveis contestáveis
para nos desafiar?

Reconheço a sintonia de um olhar
e as delícias vestidas de sonhos.

Cenas e Sabores dos próximos capítulos.

Laura Bernardes, jul-set/2011.

Colcha de Retalhos

.
<_> Tinha tudo.
Depois pensava que
não tinha mais nada.

>_< Agora sei que
tenho tudo o que quero.

|x| Ainda que nem tudo
esteja ao alcance palpável.

*** Tenho tudo o que conquistei
Ainda que por poucos instantes.

.

%d blogueiros gostam disto: