Identidade

O melhor remédio pra essa dor é escrever… ou cantar!

Esmigalhar com as lâminas das palavras a dor de ter nascido sensível,
e de não encontrar sentido em tantas coisas para as quais inventamos deus.

Estar rodeado de sincronicidade e mesmo assim carregar um certo descontentamento
por saber-se sozinho na função de criador das próprias soluções.

Um privilégio e um desafio simultaneamente.
Não há fórmulas prontas para o viver…

(Ouvindo Strawberry fields forever, The Beatles.)

Sinergia e Sincronicidade

 
“Não posso provar a você que Deus existe,
mas meu trabalho provou empiricamente
que o “padrão de Deus” existe em cada homem,
e que esse padrão (pattern) é a maior energia
transformadora de que a vida é capaz de dispor
ao indivíduo. Encontre esse padrão em você
mesmo e a vida será transformada.”
(C.G. Jung)
 

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Fórmulas de Sinergia
Sintonia fina dos seres
Cooperação pelo objetivo comum
Cada vez mais despertos

Afinal, se somos um organismo então a soma de nossas diversas virtudes e esforços retornam em benefício para toda a coletividade.

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Jung e a Sincronicidade

“Nós, seres humanos – ensina ele – temos um papel especial a desempenhar no universo. O nosso inconsciente é capaz de refletir o Cosmos e de introduzi-lo no espelho da consciência. Cada pessoa pode testemunhar o Criador e as obras Criativas desde dentro, prestando atenção à imagem e à sincronicidade. Pois o arquétipo não é só o modelo da psique, mas também reflete a real estrutura básica do universo. “Como em cima, assim em baixo” falou o Mestre Hermes Trismegisto. “Como dentro, assim fora” responde o moderno explorador da alma, Carl Gustav Jung. (Extraído e adaptado do livro Jung, o mapa da alma, de Murray Stein. Do site: http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=3425

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“Não me importa saber como você ganha a vida.

Quero saber o que mais deseja e se ousa sonhar em satisfazer seus anseios do seu coração.

Não me interessa saber sua idade.
Quero saber se você correria o risco de parecer tolo por amor, pelo seu sonho, pela aventura de estar vivo.

Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com sua lua.
O que eu quero saber é se você já foi até o fundo de sua própria tristeza, se as traições da vida o enriqueceram ou se você se retraiu e se fechou, com medo de mais dor.

Quero saber se você consegue conviver com a dor, a minha ou a sua, sem tentar escondê-la, disfarçá-la ou remediá-la.

Quero saber se você é capaz de conviver com a alegria, a minha ou a sua, de dançar com total abandono e deixar o êxtase penetrar até a ponta dos seus dedos, sem nos advertir que sejamos cuidadosos, que sejamos realistas, que nos lembremos das limitações da condição humana.

Não me interessa se a história que você me conta é verdadeira.

Quero saber se é capaz de desapontar o outro para se manter fiel a si mesmo.
Se é capaz de suportar uma acusação de traição e não trair sua própria alma, ou ser infiel e, mesmo assim, ser digno de confiança.

Quero saber se você é capaz de enxergar a beleza no dia-a-dia, ainda que ela não seja bonita, e fazer dela a fonte da sua vida.

Quero saber se você consegue viver com o fracasso, o seu e o meu, e ainda assim pôr-se de pé na beira do lago e gritar para o reflexo prateado da lua cheia: “Sim!”

Não me interessa saber onde você mora ou quanto dinheiro tem. Quero saber se, após uma noite de tristeza e desespero, exausto e ferido até os ossos, é capaz de fazer o que precisa ser feito para alimentar seus filhos.

Não me interessa quem você conhece ou como chegou até aqui.
Quero saber se vai permanecer no centro do fogo comigo sem recuar.
Não me interessa onde, o que ou com quem estudou.

Quero saber o que o sustenta, no seu íntimo, quando tudo mais desmorona.

Quero saber se é capaz de ficar só consigo mesmo e se nos momentos vazios realmente gosta da sua companhia.”

(Oriah Mountain Dreamer)

Libertar

O desejo de te entregar aos impulsos da alma, à arte,
num ato de realização pessoal, à total subjetividade
do ser, pulsa e permeia teus dias?

Porque apenas pagar as contas no fim do mês,
ver teus rendimentos se esvaírem nos corriqueiros gastos
e nas pequenas loucuras que te permites
enquanto consumidor não te torna completo
como ser humano.

És somente peças do sistema global massacrante.

Embora possas dizer que tens independência financeira
alcançada após muitos anos de estudo, conquistaste
um cargo no sistema burocrático, ou ainda que seja
numa das esferas do sistema capitalista

Há raras oportunidades para sentir-te vivo de verdade,
ligado aos seus semelhantes e querido
pelas qualidades impagáveis do ser.

As mesmas qualidades que não podes sempre expor
nesta sociedade onde “tudo que disseres pode e será
usado contra ti”, seja no tribunal ou inesperadamente
em qualquer situação.

Quanto tempo livre tens para estar com aqueles de quem
gostas, totalmente disponível e despreocupado
para desfrutar do simples prazer de viver,
unindo esforços para se melhorarem
como indivíduos e coletivamente.

Quantas prisões te abocanham simultaneamente,
incutindo-te medo e culpa, induzindo-te
à perda do precioso tempo.

Tempo que poderias dedicar à realização
dos teus mais íntimos sonhos, explorando
todo o teu potencial criativo.

Assim, vendem-te a ideia de um deus castrador,
fazem-te, muitas vezes, viver frustrado, seja
trancado em casa por medo da violência externa,
seja dentro de relações supostamente felizes e empregos
que te pagam sempre menos do que o necessário
para sustentar o nível social em que pensas te enquadrar.

Massas de manobras gigantescas se perpetuam ignorantes
de sua função nas mãos dos que fazem mas não cumprem as leis.

De outro lado, a insanidade rodeia os que pensam ter consciência
da realidade como se houvesse objetividade acima de tudo.

Se o apego demasiado é gerador de tanto sofrimento,
de uma maneira o desprendimento total da vida mundana
também constitui ilusão, pois não haveria propósito
em nascer e experimentar todas as fases da vida
sem intensidade, sublimando-se o espírito à medida
em que a matéria se entrega às oportunidades que se
apresentam para serem desvendadas.

Quantas vezes, percebes o quanto estai a sós,
e nem mesmo sabes para onde ir.

É preciso que estejas atento e presente de corpo e alma,
com a mente consciente do teu livre-arbítrio sem limites
esquivando-te dos laços que tentam impedir
o teu pleno desenvolvimento.

Não há caminho certo, nem lugar pré-determinado
onde devas chegar.

Liberta-te das atitudes limitadoras.

Todas as possibilidades te pertencem.

Laura Bernardes, 26/02/2011

O que alarga a vida de uma pessoa
são os sonhos impossíveis.
(Clarice Lispector)

Seja a mudança que você deseja ver no mundo.
(Gandhi)

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“E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perda da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.

Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.

E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?

Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.

Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.

A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.”

Extraído do livro de Rubem Braga “A Traição das Elegantes”, Editora Sabiá – Rio de Janeiro, 1967, pág. 83.

(Agradecimentos ao site que disponibilizou o texto: http://www.releituras.com/rubembraga_despedida.asp)

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“Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.

Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.

Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.

Por isso, melhor se guarda o vôo de um  pássaro
Do que de um pássaro sem vôos.

Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:

Para guardá-lo:

Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:

Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.”

(Antonio Cícero – Guardar, extraído do site: http://www.tanto.com.br/antonio-cicero.htm)

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Nunca a alheia vontade, inda que grata,
Cumpras por própria. Manda no que fazes,
Nem de ti mesmo servo.
Niguém te dá quem és. Nada te mude.
Teu íntimo destino involuntário
Cumpre alto. Sê teu filho.

(…)

Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?

(…)

Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlaçemos as mãos).

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para o pé do Fado,
Mais longe que os deuses.

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente.
E sem desassossegos grandes.

(…)

Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem sabe o que é amar…

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo…
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura…

(Trechos de poesias de Fernando Pessoa, adaptado de http://www.astormentas.com/pessoa.htm)


Seja a mudança que você deseja ver no mundo (Gandhi)

Inclusão

Desafios da inclusão plena, por Patrícia Alessio*

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Estamos vivendo a Semana Nacional da Pessoa Portadora de Deficiência. Marcos como este têm como objetivo fazer com que a sociedade efetivamente enxergue este público e que analise criticamente seu comportamento e faça os ajustes necessários. O tema é tão relevante, que organismos internacionais de defesa dos direitos humanos vêm atuando cada vez mais no sentido de reconhecer, ampliar e garantir direitos às pessoas portadoras de deficiência.

Infelizmente ainda se veem pessoas agindo como se os plenos direitos que são assegurados às pessoas com deficiência fossem meras concessões, quase caridade. Nada mais equivocado! Pessoas portadoras de necessidades especiais são titulares de direitos, o que significa dizer que o tratamento muitas vezes diferenciado que recebem por força de suas peculiaridades é algo a ser respeitado pelos demais como meio de garantir igualdade e, por consequência, dignidade.

Tudo isso está na Constituição Federal, na Convenção Internacional Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU), na Convenção Interamericana para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Pessoas Portadoras de Deficiência (OEA), e em leis de todas as esferas.

Inclusão plena é consectário lógico do indispensável respeito à dignidade humana e se refere não só a vida e saúde, mas também a educação, lazer, profissionalização, cultura, dignidade, respeito, liberdade, convivência familiar e comunitária, bem como à participação plena na vida econômica, social, cultural e política. Ao poder público, cabe oferecer prestações positivas para que estes essenciais direitos possam ser exercidos.

A nós, cabe fundamentalmente o respeito. Respeito pela diferença como algo que dignifica – não diminui – e que se traduz na observância do espaço, na fila preferencial, no estacionamento reservado, no amplo acesso ao transporte público etc. Medidas simples, fáceis de serem tomadas por todos nós, cuja omissão diária contribui para a ampliação do sofrimento para além do que as dificuldades inerentes à condição especial já impõem.

Mudar a nossa conduta perante esses direitos é o primeiro passo para evoluirmos como sociedade que os reconhece e para nos afastarmos de vez da barbárie que é não nos irmanarmos com aquele que está ao nosso lado pedindo exclusivamente respeito!

*Defensora pública do Estado, dirigente do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do RS

Estou onde quero!

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Todos temos a capacidade de sermos melhores. Somente quando deixamos de tentar, é que não temos chance alguma.

Tenho aprendido que, mesmo se eu não estiver tão preparada quanto gostaria, vale a pena continuar. A tranquilidade na hora das provas da vida é essencial para as conquistas!

Sempre estamos ganhando alguma coisa: experiência, conhecendo pessoas, entendendo melhor a realidade que nos cerca, ao invés de ficar apenas criticando e lamentando o que poderia ser diferente.

Cada dia melhor, sempre!

Leitura Maravilhosa

Dando um tempo nos estudos por alguns dias, peguei novamente o livro que ganhei da Helga: O Poder do Subconsciente, de Dr. Joseph Murph.

Entendi algo muito grave que aconteceu comigo há exatos 20 anos, que há 5 anos começara a analisar. Após compreender uma memória limitante que eu guardava tristemente, resolvi transformá-la em impulsão para as conquistas!

Fecha-se um ciclo de incapacidade para uma nova era de evolução consciente.

“Você vai conseguir”

000zh984Tenho ouvido isso em momentos cruciais e as atitudes que tomo são incrivelmente bem respondidas pelo Universo. Tudo está dando certo de verdade. Estou sonhando acordada. Agradeço a Deus, Causa Primeira de Todas as Coisas. Agradeço àquelas pessoas que me incentivam a continuar na luta. Agradeço à minha mãe, a meu sogro, meu marido, a Flaviana… Obrigada, gente!!! Minha alma está uma festa!

“O homem de gênio, que persegue a realização de um grande empreendimento, triunfa se tem fé, porque sente em si mesmo que pode e deve triunfar, e essa certeza íntima lhe dá uma extraordinária força. O homem de bem que, crendo no seu futuro celeste, quer preencher a sua vida com nobres e belas ações, tira da sua fé, da certeza da felicidade que o espera, a força necessária, e ainda nesse caso se realizam os milagres da caridade, do sacrifício e da abnegação. Por fim, não há más inclinações que, com a fé, não possam ser vencidas.”  (Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XIX)

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